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Primeira Cimeira Empresarial UE-Brasil teve
lugar no dia 4 de Julho 2007, em paralelo
à Primeira Cimeira Politica |
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A Primeira Cimeira Empresarial
UE-Brasil teve lugar no dia 4 de Julho 2007, em
paralelo à Primeira Cimeira Politica
e foi organizada pela Associação Industrial
portuguesa - Confederação Empresarial
(AIP-CE), pela Confederação da Indústria
Portuguesa (CIP) e pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI - Brasil), em
colaboração com a BUSINESSEUROPE -
Confederação das Empresas Europeias.
O evento contou com o alto patrocínio da
Comissão Europeia, da Presidência Portuguesa
da UE e do Governo do Brasil.
Os cerca de 180
empresários brasileiros e europeus que
estiveram presentes congratularam-se com o facto
de ter sido possível organizar esta 1ª
Cimeira Empresarial em paralelo à política,
permitindo juntar os líderes governamentais
e empresariais de ambas as regiões.
Durante a Mesa Redonda que teve lugar na parte da
manhã, as empresas fizeram as seguintes recomendações
dirigidas aos líderes Políticos com
vista a enriquecer a Parceria Estratégia
UE-Brasil:
- A agenda da Ronda de Doha: A UE e
o Brasil devem usar o seu peso internacional
na Organização Mundial do Comércio
(OMC), no intuito de cumprir a agenda até
final do ano transacto.
- A Parceria Estratégica UE - Brasil:
Esta parceria é encarada como uma plataforma
para o diálogo. Deverá dar novo
impulso às relações entre
a UE e o Mercosul, salientando o seu contributo
para a conclusão das negociações
do Acordo de Livre Comércio, que se encontram
paralisadas.
- Investimento, Infra-estruturas e Parcerias
Público-Privadas: As empresas apoiam
totalmente as políticas que visam o aumento
do investimento público nas infra-estruturas.
O envolvimento do sector privado através
de parcerias público-privadas e de concessões
públicas irá contribuir para o
aumento do impacte e eficiência desses
mesmos investimentos.
- Competitividade e Inovação:
A UE e o Brasil devem implementar políticas
que promovam a competitividade e a inovação,
no sentido de atingir os objectivos centrais
do crescimento e do emprego.
- Energia e Alterações Climáticas:
O Brasil e a UE devem trabalhar em conjunto
para a conclusão de um enquadramento
multilateral que contenha soluções
para as alterações climáticas.
Existe a necessidade de estabelecer normas para
os bio-combustíveis e assegurar a abertura
dos mercados das suas matérias-primas.
Na opinião dos líderes empresarias
presentes, esta Parceria constitui também
uma oportunidade para consolidar as actividades
de cooperação em curso, e definir
as prioridades nas áreas de interesse comum.
Para que esta agenda produza os resultados esperados,
é importante que ela seja considerada como
um projecto integrado cujas iniciativas vão
sendo propostas sob coordenação ao
mais alto nível político e institucional.
Dada a importância desta agenda para o meio
empresarial, os empresários brasileiros
e da União Europeia recomendam que seja criada
uma metodologia para monitorizar a implementação
desta agenda. Esta metodologia deverá definir
metas e prazos, assim como, atribuir responsabilidades.
Por último, os empresários da União
Europeia e do Brasil consideraram que as Cimeiras
Empresariais têm um papel importante a
desempenhar na intensificação das
relações económicas entre as
partes e, por isso, decidiram que estas Cimeiras
passem a ser organizadas periodicamente, de forma
alternada na UE e no Brasil, tendo em consideração
o calendário das Cimeiras Políticas
UE-Brasil.
Os empresários da UE e do Brasil decidiram,
ainda, designar como Co-Presidentes da próxima
Cimeira Empresarial UE-Brasil: Jorge Rocha de Matos
(AIP-CE/CIP), pelo lado da União Europeia,
e Armando Monteiro Neto (CNI), pelo lado do Brasil.
Desta Mesa Redonda resultou uma declaração
conjunta que foi apresentada na sessão da
tarde aos Presidentes Lula da Silva, Durão
Barroso e José Sócrates, para que
considerassem as 13 recomendações
dela constantes na nova Parceria Estratégica
UE-Brasil que viria a ser lançada na Cimeira
Política UE-Brasil.
O almoço deste evento teve como convidados
de honra e oradores o Ministro dos Negócios
Estrangeiros, Luís Amado, o Ministro da Economia
e Inovação, Manuel Pinho, o Ministro
do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior
Brasileiro, Miguel Jorge, o Comissário Europeu
para o Comércio, Peter Mandelson e a Comissária
Europeia para as Relações Externas,
Benita Ferrero-Waldner. |
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